O medo da gordura está a terminar

O British Medical Journal (BMJ) acaba de publicar um artigo que explica como surge o medo do consumo de gorduras e que mostra como surgem as atuais recomendações nutricionais que vigoram um pouco por todo o mundo.ancel-keys-destoying-health-bogus-science-1953

De uma forma muito concisa, o autor, explica como com base em má ciência, em má política e ao serviço de interesses económicos, se foram criando recomendações nutricionais que foram promovendo a eliminação das gorduras da nossa alimentação e reforçando o consumo de hidratos de carbono. Na peça, referem-se ainda vários exemplos de novos estudos científicos e de novas análises aos dados e às conclusões dos estudos que deram origem às recomendações nutricionais que estão a ser atualmente seguidas, que demonstram que essas diretivas estão erradas. Conclui o autor, que a hipótese de serem as recomendações nutricionais atuais a estarem na base da atual pandemia de obesidade são cada vez mais fortes e assim se explica a falta de resultados obtidos no seu combate. Continuar a lerO medo da gordura está a terminar

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Menos refrigerantes para as crianças

A Direção-Geral de Saúde e a Direção-Geral de Educação estão a enviar um manual com instruções para as escolas convencerem os alunos a beberem mais água. Vários estudos mostram que as crianças e jovens portugueses bebem demasiados refrigerantes e néctares, esquecendo ou preferindo ignorar a água.Water

Considero que este é um passo extremamente importante no tratamento e prevenção da epidemia da obesidade, infantil neste caso. Mas muito para além da obesidade, a face visível da síndrome metabólica, é fundamental eliminar o consumo de refrigerantes e sumos de fruta para prevenir a diabetes tipo II e restantes complicações para a saúde provocadas pelo açúcar.

Os açúcares refinados consumidos por via da ingestão de líquidos chegam ao sangue muito mais depressa do que os mesmos açúcares quando consumidos através de sólidos. Por este motivo, para baixar os níveis de glicose no sangue, o pâncreas secreta uma grande quantidade de insulina que permite o armazenamento desse açúcar como gordura. Por esse motivo se ganha mais peso pela ingestão de hidratos de carbono líquidos do que sólidos, tal como comprovado cientificamente.

Mas esta ainda é uma pequena contribuição para a resolução do problema da epidemia de obesidade. Continuar a lerMenos refrigerantes para as crianças

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10 coca-cola por dia ou os malefícios do açúcar

Os prejuízos causados pelo açúcar são bem conhecidos: diabetes tipo II, obesidade, aumento da pressão sanguínea, aumento dos triglicerídeos no sangue, doença do fígado gordo, etc. Tudo somado, são os grandes responsáveis pelo síndrome metabólico e pelos gigantescos prejuízos que isso acarreta quer para a saúde das pessoas, quer para a economia das países, em custos diretos com a saúde e em custos indiretos com a perda de produtividade das pessoas associada à doença.Coke

Para chamar à atenção de uma forma dramática os seus conterrâneos quanto a estes malefícios causados pelo consumo de açúcar, um homem americano, decidiu levar a cabo uma experiência curiosa: durante um mês consumiu 10 coca-cola por dia, não alterando em nada o restante da sua dieta normal, baixa em hidratos de carbono.

Os resultados são os esperados mas, ainda assim, chocantes. Continuar a ler10 coca-cola por dia ou os malefícios do açúcar

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Uma prenda de Natal que lhe pode salvar a vida

Foi finalmente editado em português (brasil) um dos livros mais importantes acerca dos motivos pelos quais há uma epidemia de obesidade no mundo.

Trata-se de Por que Engordamos: E o que Fazer Para Evitar de Gary Taubes, um jornalista de ciência americano. WhyWeGetFatTaubes estudou de forma meticulosa mais de 100 anos da história da alimentação de diversas populações de todo o mundo. Para além disso, analisou os dados dos estudos científicos entretanto publicados e que sustentaram as recomendações nutricionais erradas dos diversos países e que estão hoje em vigor. Desse trabalho resultou a descoberta de erros grosseiros na elaboração de muitos desses estudos. Desde manipulações de grupos de controlo e de grupos de teste, passando por conclusões erradas e adulteradas a partir dos dados disponíveis, até relações pouco claras ou mesmo conflitos de interesse entre os investigadores responsáveis pelos estudos e os seus patrocinadores, por norma grupos económicos, principalmente nas áreas alimentares e farmacêuticas, que beneficiaram com os resultados obtidos. Continuar a lerUma prenda de Natal que lhe pode salvar a vida

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Suécia: um país inteiro a mudar a sua dieta

Em 2011, uma editora livreira sueca, Pagina/Optimal, encomendou uma consulta de opinião à empresa de estudos de mercado Demoskop para perceber quais os hábitos alimentares dos suecos.LCHFDemoskopEngelska21Concluiu este inquérito que cerca de 25% da população sueca já opta por uma dieta baixa em hidratos de carbono e alta em gordura. Os resultados, apesar de surpreendentes por apresentarem um número superior ao esperado de pessoas a seguirem este regime alimentar, têm uma explicação.

A mudança começou em 2005 e a sua história demonstra que para haver mudança é necessário que algumas pessoas com responsabilidades na matéria estejam dispostas a pensar em novas soluções para problemas que teimam em persistir. Neste caso falo dos problemas de saúde provocados pela persistência e aumento da epidemia da obesidade. Continuar a lerSuécia: um país inteiro a mudar a sua dieta

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Uma caloria não é uma caloria

Um dos grandes mitos da nutrição, repetido por muitos, é de que uma caloria é uma caloria, é uma caloria! O que se pretende dizer com isto é que não interessa de onde as calorias vêm, ou seja, que uma dieta de 2000 calorias é igual quer seja ingerida à base de vegetais, gordura e proteína ou de pão, refrigerantes e açúcar.counting-calories

Este conceito de que nós somos o resultado das calorias que consumimos subtraídas das calorias que gastamos é absolutamente falso e tem sido o responsável por pôr as pessoas a contarem calorias e a fazerem dietas que invariavelmente terminam em frustração.

Vou-lhe explicar as diferenças. Continuar a lerUma caloria não é uma caloria

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Informação nutricional em produtos alimentares: o que procurar

foodlabelEntra hoje em vigor em Portugal o regulamento da União Europeia 1169/2011 que homogeneíza a informação nutricional presente nos rótulos de produtos alimentares pré-embalados. Nesta primeira fase, apenas os produtos que já continham informação nutricional é que estão obrigados à sua normalização. Todos os outros apenas estão obrigados a apresentar essa informação a partir de Dezembro de 2016.

Esta medida é, de uma maneira geral positiva, no entanto, na minha opinião, peca por apresentar a informação de forma pouco inteligível e pouco quantificável. Vou tentar ajudá-lo a perceber o que significam alguns desses termos e porque são importantes. Continuar a lerInformação nutricional em produtos alimentares: o que procurar

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